POLITICA

Desemprego no Pará sobe para 13,8% e atinge 512 mil pessoas

Apesar do aumento, Estado tem apenas a 15ª taxa de desocupação do País

Registrando elevação em todas as regiões do País, a taxa de desemprego voltou a avançar no Pará no 1º trimestre do ano e chegou a 13,8% – maior taxa de desocupação dos últimos quatro anos. No mesmo período de 2016, a desocupação no Estado era 10,0%. Já na comparação com o 4º trimestre de 2016, a elevação foi de 1,1 ponto percentual (p.p.). Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em números absolutos, o Pará atingiu 512 mil desempregados entre janeiro e março de 2017. São 132 mil pessoas a mais sem emprego na comparação com o 1º trimestre de 2016 – ou seja, um crescimento de 34,6%. Se forem levados em conta os números do 4º trimestre do último ano, o aumento foi de 33 mil desempregados, o que caracteriza uma alta de 7,9%.

Mesmo com a elevação do indicador no período, a taxa de desocupação registrada no Pará é apenas a 15ª dentre todas as Unidades Federativas. Nas primeiras posições aparecem a Bahia, com 18,6% da população em idade de trabalhar desocupada; o Amapá, com 18,5%; Amazonas, com 17,7%; Alagoas, com 17,5%; Pernambuco, com 17,1%; Rio Grande do Norte, com 16,3%; e Sergipe, com 16,1%. Na outra ponta, com os menores índices, estão Santa Catarina (7,9%), Rondônia (8,0%), Rio Grande do Sul (9,1%), Mato Grosso do Sul (9,8%), Roraima (10,3%) e Paraná (10,3%).

No Brasil, a taxa geral chegou a 13,7% com alta em todas as grandes regiões no 1º trimestre de 2017 em relação ao 4º trimestre de 2016: Norte (de 12,7% para 14,2%), Nordeste (de 14,4% para 16,3%), Sudeste (de 12,3% para 14,2%), Sul (de 7,7% para 9,3%) e Centro-Oeste (de 10,9% para 12,0%). A Região Nordeste permanece registrando a maior taxa de desocupação dentre todas as regiões.

Outro dado disponibilizado pela Pnad é o cálculo de nível de ocupação, que é diferente da taxa de desocupação, que considera apenas os que têm acima de 14 anos e que desejam ou precisam trabalhar. Segundo o IBGE, todas as pessoas acima de 14 anos são incluídas nessa conta, mesmo as que não procuram trabalho. Nessa categoria, o Pará tem 50,7% da população acima de 14 anos ocupada (-4,7 p.p. em relação ao 1ºtri/2016 e -2,0 p.p. em relação ao 4ºtri/16), o que equivale a 3,19 milhões de pessoas no primeiro trimestre de 2017. No último trimestre de 2016, era 3,29 milhões de ocupados, em uma taxa de 52,7%.

No mesmo período de 2016 – de janeiro  março -, 3,41 milhões de pessoas estavam ocupadas, o que representava 55,3%. A maior taxa já registrada no Estado foi de 57,9%, no segundo trimestre de 2012. Já a taxa de participação na força de trabalho entre janeiro e março deste ano ficou em 58,8% no Pará, menor do que os 60,3% registrado no 4º trimestre de 2016 e do que os 61,5% no primeiro trimestre do ano passado. A maior parcial nessa análise também foi no segundo trimestre de 2012, da ordem de 62,7%.

Remuneração 

De acordo com a pesquisa, a remuneração média do trabalhador paraense praticamente não se alterou na comparação com trimestres anteriores. Entre janeiro e março deste ano, o salário médio no Pará ficou em R$ 1.413, valor apenas R$ 31 (2,2%) acima da média do trimestre diretamente anterior (R$ 1.382) e R$ 40 (2,9%) do primeiro trimestre do ano passado (R$ 1.373).

A renda dos empregadores lidera de forma disparada no Estado, com média salarial de R$ 3.149. Em seguida, vêm os empregados do setor público, com R$ 2.701. No setor privado, a renda média do empregado com carteira assinada é R$ 1.628, alta de 4,3% na comparação com o 1ºtri/2016. Sem carteira assinada, o rendimento mensal é R$ 852, queda de 1,7%.  Segundo o IBGE, o salário mais baixo entre a população ocupada no Pará, de R$ 630, é recebido pelos trabalhadores domésticos. Autônomos têm rendimento médio de R$ 877.

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