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Santarém sedia ciclo de capacitação da 3º edição do Selo Unicef; representantes de 25 municípios participam

O município de Santarém, oeste do Pará, está sediando o 1º Ciclo de Capacitação de mais uma edição do Selo Unicef Amazônia. O evento que busca capacitar articuladores do projeto e presidentes do Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de 25 municípios, iniciou nesta terça-feira (20), e segue até quarta-feira (21).

O projeto busca reconhecer os municípios que conseguiram melhorar a qualidade de vida para crianças e adolescentes durante os quatro anos que o projeto vigora – nesta 3ª edição será o triênio 2017-2020. A capacitação é a primeira fase do projeto, e o auditório do Centro Municipal de Informação e Educação Ambiental (Ciam), local onde está sendo realizada, ficou pequeno para tantas ideias.

O primeiro dia de capacitação tratou da metodologia geral, que deverá ser aplicada nos quatros anos de vigor do projeto – 2017 a 2020. “Já no segundo dia vamos tratar do Fórum Comunitário, onde todo município inscrito no Selo obrigatoriamente terá que realizar até o final do primeiro semestre de 2018”, explicou a representante do Unicef, Dariane Sousa.

Foram chamados para conhecer a nova metodologia – que teve várias alterações comparado com a 2ª edição, realizada entre 2013-2016 – o articulador de cada município, que tem a responsabilidade de ser a ‘ponte’ entre os realizadores, e o presidente do COMDCA que deve acompanhar todas as ações dentro das vertentes da gestão municipal que o projeto trabalha: saúde, educação e assistência social.

O município de Oriximiná é um fiel participante, e conseguiu a tão sonhada certificação de reconhecimento internacional como município que garante os direitos da criança e do adolescente, nas duas vezes da edição do projeto. “A expectativa é muito grande. Estou vendo que nesta edição teremos a oportunidade de focar muito na educação, na distorção série-idade. Creio que o projeto vem para facilitar a gestão e tirar realmente as crianças da vulnerabilidade”, avaliou o presidente do COMDCA, Cleonis Batista.

Ampliação de escolas, oportunizando aprendizagem para mais crianças e adolescentes; melhoria no atendimento na área da saúde, diminuindo o óbito de recém-nascidos; semana do bebê, que virou lei e é realizado desde 2010, orientando as grávidas; foram algumas das melhorias que o Selo Unicef proporcionou, citadas por Cleonis.

A luta não deve parar…

Porto de Moz aderiu o projeto na edição passada, mas não conseguiu o selo. Porém o município se destacou porque alguns indicadores obrigatórios foram melhorados. Nesta nova edição a luta não deve parar. A articuladora, Luciane Vieira viajou oito horas de lancha até Santarém, e garantiu que continuará lutando para que Porto de Moz seja um município exemplo reconhecido internacionalmente.

“Na edição passada eu peguei o ‘trem andando’. Com muita força de vontade eu corri atrás, e com a colaboração da gestão a gente chegou até a etapa final. Realizamos todas as ações que deveriam ser realizadas, mas não foi o suficiente para conseguir o Selo. Mais que o Selo, queremos realmente garantir o direito das crianças e adolescentes porto-mozense”, disse a articuladores.

Óbidos também foi um dos municípios que é veterano no projeto, mas não alcançou a pontuação necessária para ganhar o Selo na edição passada. “O projeto é um olhar de Óbidos para si mesmo. Você consegue ver a real situação do município. Em cima das informações que estamos recebendo a evasão escolar é uma das prioridades que iremos trabalhar junto com o Selo, pois a gente sabe que o que constrói uma sociedade é a educação. Vamos traças estratégias com urgência para melhoria desse indicador”, finalizou a articuladora de Óbidos, Izalina Alves.

Fonte:G1

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