PARÁ

Alerta: calor ajuda a propagar a conjuntivite

Doença causada por vírus ou bactéria é transmitida apenas pelo contato

O verão é a estação do ano em que o número de pessoas com sintomas de conjuntivite aumenta bastante. A doença, causada por vírus ou bactérias, provoca a  inflamação da membrana que recobre o olho, chamada de conjuntiva. O calor e a umidade criam ambientes propícios para o aparecimento e a propagação da doença que pode ser transmitida por contato direto, segundo o oftalmologista Carlos Marques. “Essa é uma época que favorece a transmissão. O vírus é altamente contagioso, se parece com o da gripe, que sofre mutações, e a população não está imune”, revela o médico.

“Muita gente acredita que se você olhar para outra pessoa já é motivo para se contaminar. Isso não é verdade. A conjuntivite é uma infecção de contato mesmo. Se você pega em uma maçaneta ou corrimão, e leva as mãos diretamente aos olhos, pode adquirir a doença. A transmissão pelo ar não existe”, garante Carlos Marques. O médico afirma que o maior risco da doença em crianças, idosos e gestantes é uma inflamação secundária, que consiste na lesão do globo ocular, causada no momento em que se coça os olhos. “A doença em si não tem grande gravidade. A conjuntivite também não leva à cegueira, só se for somada a uma série de outros problemas”, explica.

Para se prevenir da conjuntivite, é fundamental higienizar principalmente as mãos de forma correta. A doença dura cerca de uma semana e se caracteriza por vermelhidão, lacrimejamento, sensação de areia nos olhos, coceira, secreção e ardência. Carlos Marques aconselha a pessoas que apresentarem os primeiros sintomas procurar um oftalmologista. A automedicação pode atrapalhar o processo de tratamento e até piorar o estado de saúde do paciente, alerta.

Existem diversos tipos de conjuntivite: bacteriana, viral e alérgica. Esta não é contagiosa, ao contrário do tipo bacteriano e o viral que são os de fácil contágio e por isso é essencial o cuidado e higienização para não contrairi doença. Objetos de uso diário, como telefone, celular, toalhas, mouses, controle remoto, maçanetas, se não forem higienizados de forma correta, podem aumentar as chances de contágio.

Precauções

Para não se contaminar novamente após ter se curado da doença ou contaminar outras pessoas, o paciente deve tomar algumas precauções em relação à higiene pessoal durante o tratamento da conjuntivite. Para isso, é fundamental lavar as mãos com frequência, com o uso do álcool em gel e sabão neutro, usar lenços descartáveis, toalhas e roupas de camas individuais. Outras dicas de prevenção são evitar banhos em águas não tratadas e lugares com aglomeração de pessoas. O uso de cremes faciais, lente de contato e maquiagem deve ser suspenso.

Para aliviar os sintomas da conjuntivite, o oftalmologista recomenda o uso de medicamentos como lubrificantes, anti-inflamatório, antibióticos e outros remédios, desde que sejam prescritos pelo especialista, após o diagnóstico da doença.

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) informou, na tarde de ontem, que não houve surto de conjuntivite no Estado. De acordo com a Diretoria de Vigilância em Saúde e o Departamento de Epidemiologia da Sespa, não há notificações dos municípios sobre o aumento de casos de conjuntivite no Pará. Ainda de acordo com a Diretoria, a conjuntivite não é doença de notificação obrigatória.

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